
Transparência, memória institucional e respeito à história
A Bandalheira Folclórica Ouropretana construiu, ao longo de mais de cinco décadas, uma trajetória marcada pela cultura popular, pela irreverência carnavalesca e pelo profundo vínculo com a história e a comunidade de Ouro Preto.
Desde sua fundação, a Bandalheira sempre se sustentou sobre valores claros, transmitidos de geração em geração:
tradição, coletividade, respeito à história, convivência comunitária e compromisso com a cultura popular.
O que o Estatuto da Bandalheira estabelece
O Estatuto da Bandalheira, regularmente registrado em cartório, define de forma clara que:
- A BAFO é uma entidade cultural, sem fins lucrativos
- Sua finalidade é exclusivamente cultural e artística
- A associação não possui finalidade patrimonial ou imobiliária
- Seus dirigentes devem atuar em defesa da instituição, respeitando seus objetivos e sua história
- Nenhum bem privado pode ser confundido com o patrimônio institucional da Bandalheira
Esses princípios sempre nortearam a atuação da entidade desde sua fundação.
Sobre o uso indevido da instituição
Diante de conflitos recentes tornados públicos, tornou-se necessário esclarecer que:
A Bandalheira não pode, nem deve, ser utilizada como instrumento para fins particulares, disputas familiares ou tentativas de aquisição de bens privados.
Qualquer interpretação que busque vincular a existência da BAFO à posse, domínio ou usucapião de imóveis deturpa completamente sua finalidade estatutária e histórica.
A cultura da Bandalheira não é meio para obtenção de patrimônio.
É fim em si mesma.
A Bandalheira é maior que conflitos
A BAFO pertence:
- à sua história
- aos seus músicos
- aos seus fundadores
- aos seus componentes
- à cidade de Ouro Preto
Ela atravessou décadas, ladeiras, gerações e carnavais sem jamais se confundir com interesses individuais.
Preservar sua identidade, sua finalidade e sua memória é um dever coletivo.
Compromisso com a história, a família fundadora e a comunidade
A Bandalheira nasceu dentro de uma família, cresceu com o apoio da comunidade e se tornou patrimônio cultural de Ouro Preto. Preservar sua história significa respeitar suas origens, seus valores fundadores e os limites que garantem que a entidade continue cumprindo sua função cultural e carnavalesca.