A Bandalheira Folclórica Ouropretana (BAFO) nasceu dentro de uma família, mas não ficou restrita a ela. Desde o início, foi construída de forma coletiva, com a participação voluntária dos integrantes, amigos e da comunidade, que se tornaram o seu maior patrimônio.
A família Alves esteve presente em toda a trajetória da Bandalheira — não apenas como fundadora, mas como guardiã de sua memória, de seus valores e de sua identidade original. Cada passo da BAFO foi pautado na confiança, no diálogo e no respeito mútuo, princípios transmitidos de geração em geração.
Reconhecer a família fundadora é reconhecer a origem legítima da Bandalheira. É respeitar um caminho construído com sacrifício, ética e responsabilidade. É compreender que tradições não se sustentam quando interesses pessoais se sobrepõem aos valores herdados dos seus antepassados. Essa trajetória histórica da BAFO constitui um legado que merece respeito.
A Bandalheira é fruto da união entre família, integrantes, amigos e da comunidade ouro-pretana, uma construção coletiva baseada na convivência, na dedicação e no sentimento de pertencimento, em que cada pessoa teve e tem um papel essencial em sua história. Hoje, reafirmar essa construção é reafirmar o verdadeiro sentido da Bandalheira: uma manifestação cultural baseada no respeito, na gratidão e na preservação de uma história que pertence à cidade de Ouro Preto.
